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July 18, 2026 - 2:40 PM
Asha Sharma, CEO da divisão Xbox da Microsoft, publicou uma carta informando que demitirá 3.200 funcionários, confirmando rumores de que essa nova onda de demissões em massa — os chamados "layoffs" — estava nos planos da empresa.
Ano passado, a gigante tecnológica, então chefiada pelo ex-CEO Phil Spencer, cancelou três jogos em desenvolvimento e fechou um estúdio, demitindo mais de 9000 pessoas sob a justificativa de que estão “com mais jogadores, jogos e horas de jogo do que nunca”, e que suas “plataformas, hardware e planejamento de jogo nunca estiveram tão fortes”.
A justificativa dessa vez é que o atual modelo de negócios “não é saudável.” Na carta, Sharma explica: “Operamos com margens de 3 a 10 vezes inferiores às de empresas comparáveis dos setores de plataformas e publicação de jogos. Entramos na nona geração de consoles com uma base instalada menor e uma estrutura de custos mais elevada”.
Sharma também culpa a decisão de apostar no Game Pass, de levar seus jogos para outras plataformas e o portfólio de conteúdo mais amplo. “Embora essas iniciativas tenham gerado valor significativo, não cresceram no ritmo que esperávamos”, diz.
Rumores apontavam que estúdios da empresa, como Compulsion Games e Double Fine, iriam se tornar independentes. A confirmação também veio por meio de comunicados dos próprios estúdios. Outros, como Undead Labs e Ninja Theory, negociaram acordos para integrar “uma nova estrutura de propriedade” para “concluir e expandir” títulos em desenvolvimento. Mais detalhes não foram divulgados. Sharma também garante que nenhum jogo first-party será cancelado, depois de especulações de que o terceiro jogo da série Hellblade, simplesmente chamado de Senua, teria sido cancelado apenas 8 dias depois de ser anunciado no Xbox Showcase.
Outros estúdios adquiridos pela Xbox, como Activision, Bethesda, Blizzard, King, Mojang e Xbox Game Studios, também sofrerão cortes em diferentes escalas.
“Não é possível nem desejável ser proprietário de todos os grandes estúdios independentes”, diz Sharma na carta. “Também aprendemos que não somos o ambiente ideal para todo tipo de estúdio; em um ano típico, perdíamos 64 centavos para cada dólar investido”, explica.
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