O CEO da Sony, Hiroki Totoki, confirmou que a empresa não está mais fazendo “marketing agressivo” do PlayStation 5. Segundo ele, isso não é mais necessário agora que o console se encontra na segunda metade de seu ciclo de vida.
Já se passaram quase seis anos desde o lançamento, em novembro de 2020. Após o aumento de preço anunciado em abril de 2026, o PS5 registrou em maio, nos Estados Unidos, um dos piores desempenhos de vendas de sua história. Nos últimos dias, no entanto, o console voltou a esgotar em várias lojas depois da divulgação de um novo vídeo de GTA VI na Netflix.
A reviravolta mostra como títulos de grande expectativa estão, neste momento, fazendo boa parte do trabalho de divulgação por conta própria. A Sony, por sua vez, deixou claro que não está priorizando a promoção do hardware.
Durante entrevista ao Wall Street Journal em agosto, Totoki explicou a estratégia atual da empresa:
“ Estamos na segunda metade do ciclo de vida de um console PlayStation. Isso significa que não precisamos ‘vender agressivamente’ o console hoje. Em vez disso, estamos nos concentrando na receita proveniente da base de usuários. O PlayStation já conta com mais de 125 milhões de usuários ativos mensais, e saber como monetizar esses usuários é muito importante para nós. ”A prioridade agora está em maximizar a receita da base de usuários já instalada, especialmente por meio do PlayStation Plus e dos serviços digitais.
Em julho, a diretora financeira Lin Tao confirmou que a empresa seguirá “com cautela” o plano de encerrar a produção de discos físicos a partir de janeiro de 2028. A decisão, segundo ela, responde à crescente digitalização de conteúdos.
Poucas semanas depois, em um documento judicial apresentado nos Estados Unidos, a Sony reforçou sua posição sobre o modelo digital ao afirmar que, “na era digital, não é plausível alegar que consumidores razoáveis acreditavam estar adquirindo a ‘propriedade’ de um jogo digital”.
Essa combinação de menor investimento em marketing do hardware e aceleração do digital alimenta uma preocupação crescente entre os jogadores: a de que tanto o futuro PlayStation 6 quanto o Project Helix, do Xbox, possam nascer já como consoles exclusivamente digitais.
